terça-feira, 26 de maio de 2009

Impressionante...

Foto de 1474 (mil quatrocentos e setenta e quatro) mega-pixels tirada na posse do Obama...

http://gigapan.org/viewGigapanFullscreen.php?auth=033ef14483ee899496648c2b4b06233c


Experimentem dar um zoom na multidão e na bandeira no Capitólio.

Dá para ver até o rosto de cada pessoa que foi à comemoração.

Fantástico!!_,

quarta-feira, 20 de maio de 2009



ANOREXIA: Imagens de Culto

Cultural e socialmente enraizado, o culto do “magro”, para não dizer “esquelético” ou “cadavérico”, é já uma predisposição natural que temos perante qualquer representação do ser humano. Pior, o “magro” confunde-se com o “belo”.

Não esqueçamos, contudo, que o "belo" constitui uma questão filosófica complexa que permanece no âmbito da apreciação subjectiva, dependendo também de padrões dinâmicos, que variam no tempo e no espaço. Deste modo, o que é belo para mim pode não o ser para outro, o que é belo para um oriental pode não o ser para um ocidental, e o que era belo no século XVIII hoje pode não o ser mais...

Por estarmos tão absorvidos pelos modelos da “cultura visual” que regem o nosso tempo, não questionamos antigos cânones espelhados nas obras barrocas, nem tampouco os valores que, pelo menos desde a Revolução Francesa, afirmam a igualdade entre todos os Homens, ou sequer a (auto)preservação da vida, simultaneamente um dever e um direito, desde cedo presente no legado ético e moral de Hipócrates.

Este novo paradigma do culto do corpo do Homem, trouxe consequências trágicas (perdoem-me o tom dramático e impregnado de apreciações pessoais) que se traduzem numa patologia, medicamente designada por Anorexia nervosa. Esta consiste numa disfunção alimentar, caracterizada por uma rígida e insuficiente dieta alimentar e stress físico.

A anorexia nervosa é uma doença complexa, que envolve factores psicológicos, fisiológicos e sociais. Associa-se, em muitos casos, à Bulimia, também ela uma disfunção alimentar, que se caracteriza pela provocação do vómito.

Tanto uma como outra afectam, principalmente, jovens adolescentes do sexo feminino do Ocidente, muito embora abranjam ainda alguns rapazes e adultos/as. No caso dos jovens adolescentes de ambos os sexos, crê-se que poderá estar ligada a problemas de auto-imagem, dificuldade em ser aceite pelo grupo, e consequentemente de auto-estima.

Estes problemas existem, de facto, e tomam proporções assombrosas no seio de alguns seres. A sua origem não é difícil de descobrir: as imagens que os suportam estão espalhadas por TODO o lado e incutem subtilmente um conceito de "belo" que acabamos por tomar por universal e verdadeiro, logo natural...

Como consequência disto, a taxa de mortalidade da anorexia nervosa é de aproximadamente 10%, uma das maiores entre qualquer transtorno psicológico.

Sinto-me impelida a partilhar que, desde pequena, quando confrontada pela minha mãe (aquando de discussões relacionadas com padrões de beleza), esta me perguntava se o que eu gostava mais num rebuçado era o seu sabor ou o papel colorido que o envolvia, que me habituei a interiorizar como resposta certa “o seu sabor”.

Esta metáfora permanece hoje em mim como um exemplo de que a educação pode fazer milagres: e graças à sensibilidade de uma mãe (calhou ser a minha, e ainda bem!) sei que, embora iguais em direitos, cada ser é ímpar e, mais do que a carcaça que deixamos no túmulo, o que conta é o sabor do rebuçado!

terça-feira, 12 de maio de 2009

sexta-feira, 8 de maio de 2009




2003, por Robert Cauble, a partir de 'Alice in wonderland' (Disney, 1951)



...


- What have we learned, today?
- I want to go home!
- Nope. That's just in...possible
- There must be a way. I must be away right now. I d'ont know a way out. I don't belong here.
- Your just a fictional character. Like the rest of us...
- What you mean by that?
- By that.. by that.. You're not real. We have no freedom of choice - but that's great. He he.

sábado, 25 de abril de 2009

Susan Boyle, uma senhora de 47 anos, desempregada, virgem, que sonhava ser cantora profissional, nunca o foi porque nunca lhe deram uma chance na sua vida. Até ao dia em que, num programa de caça talentos britânico, Susan Boyle provou que essa chance deveria ser lhe dada.
Se os elementos do juri e as pessoas do público, cujos risos são denúncias de grandes dúvidas e, inclusivé, de grande troça, tivessem de escolher entre Susan Boyle, de 47 anos, cuja aparência física deixa muito a desejar e, entre uma rapariga, loira, com menos 20 anos e com um corpo escultural, de certo escolheriam a última, no entanto, Susan Boyle provou que a ideologia é de facto uma falsa consciência da realidade, que a escolha que nos parece natural é de facto cultural e que a realidade é esta: queiramos ou não Susan Boyle cantou e encantou.
É certo que, para que esta futura/já cantora profissional se possa enquadrar num novo mundo, Susan teve de alterar a sua imagem, aos poucos, para que não haja mais olhares e risos cheios de dúvidas e de troças, dando razão aos que defendem que as esolhas que nos parecem naturais são muitas vezes culturais.
O Vídeo :
http://www.youtube.com/watch?v=xRbYtxHayXo


O Antes e o Depois:





Foto 1: http://pt.euronews.net/2009/04/18/do-anonimato-para-as-luzes-da-ribalta/

Foto 2: http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,susan-boyle-aparece-com-novo-visual,359865,0.htm

sexta-feira, 24 de abril de 2009




Para fugir à Ministra e aos decretos temos um projecto de intercâmbio  na escola D.José I, lá vamos nós para Murcia....que chatice...